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Sagrado
Coração da Terra
30 anos da maior banda de rock progressivo da América Latina
No final da década de 70, o rock progressivo surgia
como um movimento de fusão entre a música clássica,
acordes étnicos, som espaciais trazidos pelos teclados, o peso
das baterias e percussões e o suporte elétrico das guitarras
e baixos. Bandas como Gênesis, Pink Floyd, Yes, Jethro Tull, entre
outras, aportavam no mundo como um grande tendência. Posteriormente,
este movimento deu origem ao new age.
Em 1979, nascia o Sagrado Coração da Terra
que, ao longo do tempo, contou com diversas formações. Marcus
Viana, compositor e multi-instrumentista com formação erudita
de violonista de sinfônica, foi o idealizador da banda. A proposta
era criar uma atmosfera de rock sinfônico progressivo universal
com elementos barrocos, alicerçados por uma missão filosófica
de ecologia e espiritualidade.
O Sagrado, simplesmente como é chamado, recebeu a influência
de bandas como Yes, Genesis, Mahavishnu Orchestra e mestres clássicos
como Wagner, Debussy, Ravel, Stravinsky e Villa-Lobos. Na banda existe
uma forte raiz afro-ameríndia, inclusive com a inserção
de músicas com textos traduzidos inteiramente para o Tupi-Guarani
e dialetos krenak e yanomame.
Apesar de ser criada em 1979, a banda lançou seu primeiro disco
em 1984, tendo como título o seu próprio nome, “Sagrado
Coração da Terra”. A partir do lançamento desta
obra, a crítica especializada já considerava o Sagrado como
a maior banda de rock progressivo da América Latina.
Em 1987, o grupo grava seu segundo álbum, “Flecha”.
Esta obra notabilizou-se por incluir a canção Flecha, na
trilha sonora da novela de capa e espada “Que Rei Sou Eu?”,
da Rede Globo com direito até a um clip no Fantástico. Nesta
época a gravadora assinou um contrato de distribuição
dos discos do Sagrado para o Japão e a Ásia. Em 89, um marco
histórico importante veio dar novos rumos ao Sagrado: a TV Manchete
exibiu um especial sobre o trabalho vanguardista da banda.
Dois anos depois, em 91, é lançado “Farol da Liberdade”,
terceiro disco do grupo e a obra com o maior número de sucessos,
entre eles: Pantanal, Amor Selvagem e Raio e Trovão, canções
executadas em novelas da Rede Manchete.
A maturidade chegou três anos depois, em 1994, como o álbum
“Grande Espírito”, que trouxe um padrão técnico
sonoro elevado, além de convidados ilustres como Milton Nascimento,
músicos do Uakti e o cantor Bauxita. As canções em
inglês ainda continuaram a ser gravadas, pela grande acolhida do
público internacional. Grande Espírito também se
tornou o disco mais “rockeiro” da banda.
Depois de uma pausa nas gravações do Sagrado pelo grande
envolvimento de Marcus com as trilhas sonoras para televisão, a
banda voltou com um estilo ainda mais World Music e pop-sinfônico.
“A Leste do Sol, Oeste da Lua”, lançado em 2000, foi
o quinto cd lançado pelo grupo e contou com as participações
de André Mattos, ex Angra e Shaman, e membros de bandas de rock
progressivo Dogma e Saecula Saeculorum.
Para os fãs da banda no exterior, o Sagrado lançou uma antologia
de 20 anos de vida, o “Sacred Hearth of Earth”, somente com
composições em inglês. Depois disso, a Sonhos e Sons
resolve brindar os fãs com duas coletâneas, uma só
com as principais canções cantadas pelo grupo como Sob o
Sol e A Miragem (ambas fizeram parte da novela O Clone), Flecha, Manhã
dos 33, Libertas, Farol da Liberdade, Pantanal, Asas, etc; e outra somente
com as músicas instrumentais: Rapsódia Cigana, A Glória
das Manhãs, Planeta Minas, País dos Sonhos Verdes, Sagrado,
Human Beans, entre outras. Ainda no 1º semestre de 2009 o ocorre
o lançamento do DVD “Sagrado – A História Parte
I” com um documentário descrevendo a trajetória do
grupo e o show de 1989 no Palácio das Artes / BH que marcou os
10 anos da banda.
Além de novos registros em vídeo e áudio previstos
para 2009, o retorno aos palcos com um super time de músicos e
um novo vocalista marca a comemoração dos 30 anos da banda.
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